sábado, 19 de abril de 2014
DIFERENÇA ENTRE SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA E SEMELHANÇAS NAS ESTRATÉGIAS DE ENSINO
INFORMATIVO
DIFERENÇA ENTRE SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA
E SEMELHANÇAS NAS ESTRATÉGIAS DE ENSINO
A SURDOCEGUEIRA é uma deficiência singular que apresenta perdas auditivas e visuais concomitantemente em diferentes graus, levando a pessoa surdocega a desenvolver várias formas de comunicação para entender e interagir com as pessoas e o meio ambiente, proporcionando-lhe o acesso as informações, uma vida social com qualidade, orientações, mobilidade, educação e trabalho (MAIA, et al, 2008)
“Uma pessoa que tenha deficiências visuais e auditivas de um grau de tal importância, que esta dupla perda sensorial cause problemas de aprendizagem, de conduta e afete suas possibilidades de trabalho, é denominada surdocega”. OLSON, Stig, Surdocegueira.
A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não é deficiência múltipla. Segundo as leituras (Coletânea Surdocegueira e Deficiência Múltipla), as pessoas surdocegas estão divididas em quatro categorias: pessoas que eram cegas e se tornaram surdas; que eram surdos e se tornaram cegos; pessoas que se tornaram surdocegos; pessoas que nasceram surdocegos, ou se tornaram surdocegos antes de terem aprendido alguma linguagem.
DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA – a associação, no mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias (intelectual / visual / auditiva / física), com comprometimentos que acarretam consequências no seu desenvolvimento global e na sua capacidade adaptativa.
Segundo Orelove e Sobsey (2000) as pessoas com deficiência múltipla são indivíduos com comprometimentos acentuados no domínio cognitivo, associados a comprometimentos no domínio motor ou no domínio sensorial ( visão ou audição) e que requerem apoio permanente, podendo ainda necessitar de cuidados de saúde específicos.
As pessoas com deficiência múltipla apresentam características específicas, individuais, singulares não apresentam necessariamente os mesmos tipos de deficiência, podem apresentar cegueira e deficiência mental; deficiência auditiva e deficiência mental; deficiência auditiva e autismo e outros.
AS NECESSIDADES BÁSICAS DA SURDOCEGUEIRA E DA DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA
As pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla, que não apresenta graves problemas motores, precisam aprender a usar as duas mãos. Isso para servir como tentativa de minorar as eventuais estereotipias motoras e pela necessidade do uso de ambas para o desenvolvimento de um sistema estruturado de comunicação.
Devido às dificuldades fonoarticulatórias, motoras ou mesmo neurológicas, é comum nessas pessoas algum tipo de limitação na comunicação e no processamento e elaboração das informações recolhidas do seu entorno. Isso pode resultar em prejuízos no processo de simbolização das experiências vividas, por acarretar carência de sentido para as mesmas.
Prioritariamente deve-se, portanto, disponibilizar recursos para favorecer a aquisição da linguagem estruturada no registro simbólico, tanto verbal quanto em outros registros, como o gestual, por exemplo.
Muitas pessoas com deficiência múltipla ou com surdocegueira podem aprender a se comunicar por meio de gestos, mas podem ter dificuldade para conseguir uma comunicação usando símbolos abstratos tais como: palavras faladas ou língua de sinais (Rowland e Schweigert, 1989; Rowland & Stremel-Campbell, 1987).
ESTRATÉGIAS UTILIZADAS PARA AQUISIÇÃO DE COMUNICAÇÃO
Os alunos precisam usar uma variedade de formas e funções em diferentes ambientes para adquirir habilidades comunicativas necessárias para sobreviver no mundo real.
Dentre as estratégias para criar, facilitar e incrementar a comunicação não simbólica se deve levar em conta:
• Interesses Individuais: Deve-se permitir à criança escolher tantas vezes como lhe seja possível, a imitação de ações específicas dentro de um contexto determinado; esta conduta pode ser considerada como um sinal.
• Compensar a perda dos sentidos à distância: Estabelecer estratégias com posições que impliquem o contato corporal com os pares comunicativos, assim como, a manipulação do ambiente com pequenos movimentos, o que implica ajudar a criança no reconhecimento de pessoas familiares através da exploração tátil e visual.
• Responder às tentativas de comunicação: Prestar atenção às condutas estereotipadas. Estas tentativas, se canalizadas, podem chegar a se transformar em formas de comunicação não verbal intencional.
• Consistência: Uma vez que tenham sido estabelecidas as rotinas, uma interrupção na sua sequência pode favorecer a interação comunicativa.
• Proporcionando contingências: A contingência no conhecimento ou consciência de que uma ação é importante para dar ênfase às relações entre os comportamentos e seus efeitos. Criando a necessidade de se comunicar: Criar situações onde a criança tenha que interagir para poder participar e obter a atividade desejada.
• Introduzindo um tempo de espera nas respostas: Estabelecer um tempo maior para as respostas.
• Estabelecer uma vizinhança cooperativa social: Devem ser criadas situações que envolvam duas ou mais pessoas que implique uma participação recíproca ou onde seja necessário cumprir turnos e mantê-los; também deverão ser estabelecidos turnos com rotinas diárias, assim como, ter a oportunidade de interagir com crianças menos limitadas ou que não tenham limitações.
• Incrementar as expectativas comunicacionais: Incrementar a comunicação não simbólica a partir de uma variedade de situações diárias aumenta a complexidade e diversidade da interação comunicacional. A comunicação simbólica nem sempre tem que ser a meta. Muitas crianças surdocegos permanecem neste nível comunicativo porque existe algum problema neurológico. Intensificar e especializar as habilidades de comunicação não simbólica são esforços que tendem a obter maior controle sobre o seu meio. Uma estratégia pode ser usar frequentemente gestos naturais nas interações com crianças que não usem sinais, dando maior ênfase às respostas através de diferentes ações, gestos, sinais e vocalizações para criar uma maior comunicação intencional.
Comunicação expressiva pode ser realizada através do uso de objetos, gestos, movimentos corporais, linguagem falada ou escrita, figuras, e muitas outras variações. A comunicação não simbólica pode ser utilizada em conjunto com formas simbólicas ou podem ser usadas isoladamente.
Na Comunicação Perceptiva utilizar os símbolos tangíveis antes do surgimento das habilidades de comunicação pré-simbólica intencional. Usando símbolos tangíveis aumenta receptivamente a probabilidade de que a comunicação para o indivíduo com deficiência múltipla ou surdocegueira será entendida. Também ajuda a reforçar a associação entre símbolos e referências de tal forma que quando o indivíduo estiver pronto para usa-los expressivamente, a correspondência já foi estabelecida.
É necessário organizar o mundo da pessoa com surdocegueira e deficiência múltipla por meio do estabelecimento de rotinas claras e uma comunicação adequada. É preciso desenvolver atividades funcionais de maneira multissensorial para garantir aproveitamento de todos os sentidos e que sejam atividades que proporcionem uma aprendizagem significativa com oportunidades de generalizar para outros ambientes e pessoas.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Educação Infantil Estratégia e orientações pedagógicas para a educação de crianças com necessidades educacionais especiais: Dificuldades Acentuadas de Aprendizagem. Deficiência Múltipla. Brasília: MEC/SEESP,2002.
Http://www.ahimsa.org.br/centro_de_recursos/projeto_horizonte/COMUNICAÇÃO_PARA_PESSOAS_SURDOCEGAS.pdf
Folheto FACT 3 – COMMUNICATION / Primavera 2005 - Lousiana Department of Education 1.877.453.2721 State Board of Elementary and Secondary Education Tradução: Vula Maria Ikonomidis Revisão: Shirley Rodrigues Maia Junho de 2008.
domingo, 9 de março de 2014
ATENDER A DIVERSIDADE NAS ESCOLAS COMUNS É O GRANDE DESAFIO
Maria Iaponísia Fernandes Macedo1
A Política Nacional de
Educação Especial na Perspectiva da
Educação Inclusiva vem ao encontro do propósito de mudanças no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais
para promover a participação e aprendizagem dos alunos com surdez na escola
comum.
Segundo Damázio “às
práticas pedagógicas constituem o maior problema na escolarização das pessoas
com surdez.” As escolas que se dizem inclusivas não alteraram suas práticas
pedagógicas, no que se refere às condições de acessibilidade, em especial às
relativas às comunicações. É
imprescindível que se ofereça à pessoa com surdez um ambiente rico em
solicitações, possibilitando sua ação não só física, mas principalmente, sua
ação mental, para que, assim, se reconheça o sujeito com surdez como
participante ativo do processo educativo. Também é necessário que se proporcione
situações constantes e sistemáticas de troca simbólica com o ambiente e, por
fim, que se entenda a linguagem como instrumento efetivo de comunicação e
expressão do pensamento, capaz de desenvolver as estruturas cognitivas mais
complexas.
No momento em que
o professor transformar seu método pedagógico, utilizar teoria e prática,
assumir uma abordagem bilíngue e conduzir um trabalho que desenvolva as potencialidades e habilidades do aluno com
surdez, com certeza a sala de aula comum e o AEE, numa visão
complementar, sustentará a base do fazer pedagógico.
Preleciona
Kozlowski que ”A Proposta Bilíngue não privilegia um língua, mas quer dar
direito e condições ao individuo surdo de poder utilizar duas línguas”; portanto,
não se trata de negação mais de respeito; o indivíduo escolherá a língua que
irá utilizar em cada situação linguística em que se encontrar. Dentro dessa perspectiva bilíngue, o
surdo é visto com um individuo diferente e não deficiente.
O AEE, para pessoas com surdez, em uma perspectiva inclusiva,
é o responsável para construir novas possibilidades, levar o aluno a uma
aprendizagem contextualizada e significativa, valorizar seu potencial e
desenvolver suas habilidades cognitivas, linguísticas e sócio afetivas.
AEE
em Libras: Fornece a base conceitual dos conteúdos curriculares desenvolvidos na sala de aula na Língua Brasileira de Sinais.
AEE
de Libras: Atua no
ensino da Língua Brasileira de Sinais, propriamente dita
Desenvolve a competência linguística, bem como textual, dos alunos com surdez, para que sejam capazes de escrever em língua portuguesa.
Os processos
perceptivos, linguísticos e cognitivos das pessoas com surdez poderão ser
estimulados e desenvolvidos. À medida que são estimulados adquirem novas informações, a
percepção se altera, do ponto de vista psicológico ou
cognitivo, a percepção envolve também os processos mentais, a memória e outros
aspectos que podem influenciar na interpretação dos dados percebidos.
Desenvolver, nos alunos com surdez, a língua, a linguagem, o pensamento, as
aptidões, os interesses, as habilidades e os talentos humanos, assegura uma
formação ampla, dimensionada e conectada com os tempos atuais.
Segundo Luria, os processos de
desenvolvimento do pensamento e da linguagem incluem o conjunto de interações
entre as pessoas com surdez e o ambiente, podendo os fatores externos afetar
esses processos, positiva ou negativamente. Torna-se, pois, necessário
desenvolver alternativas que possibilitem às pessoas com surdez, meios de
comunicação que as habilitem a desenvolver o seu potencial linguístico.
A escola constitui-se em um espaço
privilegiado onde se pode inserir as pessoas com surdez, para aquisição e
desenvolvimento da modalidade de língua portuguesa escrita em suas várias
formas e adequação do uso. Destarte, é necessário, ampliar possibilidades, para
a melhoria das nossas escolas, para que
se tornem qualificadas e ofereçam um ensino verdadeiramente inclusivo para
todos os alunos, conforme suas diferenças.
1 Graduada em Pedagogia pela Universidade Regional do Cariri. Especialista em Educação Especial e Psicomotricidade. Professora da Educação Infantil na rede municipal de Fortaleza/CE.
2. Texto de Mirlene Ferreira Macedo Damázio e Josimário de Paulo Ferreira
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo e FERREIRA, Josimário de Paulo
–Educação Escolar de Pessoa com Surdez- Atendimento Educacional Especializado
em Construção, texto publicado na revista Inclusão do
Ministério da Educação, jan/jul 2010
VYGOTSKY, L.S.;LÚRIA,
A.R.; LEONTIEV, A.N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. 9º edição. São
Paulo: Editora Ícone, 2001.
BRASIL. Política
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília:
MEC, 2008
KOZLOWSK, Lorena –A
proposta Bilíngue de Educação do Surdo
domingo, 24 de novembro de 2013
Audiodescrição
A
audiodescrição é um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das
pessoas com deficiência visual em qualquer espaço. A audiodescrição transforma
o visual em verbal, contribuindo para a inclusão social, cultural e escolar. Na escola, o próprio professor pode descrever
como é a sala de aula, o material escolar, dentre outros, sem precisar de
equipamentos para tal, mas valorizando a importância de verbalizar aquilo que
é visual, o que certamente irá contribuir para a aprendizagem de todos os
alunos. Todos se beneficiam com o recurso, tanto aqueles que escutam como aqueles
que fazem a audiodescrição, pois além do senso de observação, há uma ampliação
do repertório e fluência verbais. O uso da audiodescrição na escola permite a
equiparação de oportunidades, o acesso ao mundo das imagens e a eliminação de
barreiras comunicacionais.
Assistam a
entrevista da atriz e audiodescritora Graciela Pozzobon no Programa do Jô, que
explica o que é audiodescrição, como é elaborada, características e aplicações.
Fala sobre o panorama da audiodescrição no Brasil e no mundo e apresenta
exemplos de trabalhos realizados.
Assistindo esta
entrevista o professor poderá pedir aos alunos que escrevam sobre a
audiodescrição e sua importância para a aprendizagem.
Este vídeo vai oportunizar uma aula reflexiva acerca da superação de uma deficiente visual, como também propor que todos assistam ao vídeo de olhos vedados e experimentem realizar uma atividade de tapeçaria.
Acesse:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=jpWfOzzpXO0
Virgínia Vendramini - Tapeçaria e Escultura.
Com audiodescrição.
Neste
vídeo propor que todos assistam ao vídeo de olhos vedados, depois descrevam ou
comentem sobre o que assistiram.
Acesse:
http://www.youtube.com/watch?v=JaWNjlexO1o
Trecho de "O Brasil é o Bicho" com
audiodescrição
domingo, 13 de outubro de 2013
Fazenda Rived
A atividade favorece o
desenvolvimento e a aprendizagem do aluno com deficiência intelectual.
Fazenda Rived
A atividade sugerida enfatiza a importância de
recursos digitais
na educação especial, segundo Werner (2008) “trabalhar na
perspectiva de pensar e repensar a prática pedagógica no propósito de
possibilitar a aprendizagem dos educandos com deficiência de forma
diferenciada”.
O computador
desperta grande interesse e curiosidade para todos os alunos. Cabe ao professor
mediar esta atividade de forma real, trazendo o contexto do objeto para a
vivência de cada aluno. Sua utilização para alunos com deficiência intelectual
explica Werner (2008) “auxilia na aquisição de conhecimentos pelo aspecto
lúdico oferecido e pode vir a ser um facilitador no desenvolvimento da atenção,
memória, resolução de problemas, conceitos espaciais e lateralidade”.
O OA é encontrado no Banco Internacional
de Objetos Educacionais (BIOE), um repositório rico em materiais didáticos, uma
iniciativa do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência e
Tecnologia desde 2008.
A atividade Fazenda Rived ilustra um dia na
fazenda onde torna possível o aprendizado de forma lúdica e divertida e o
conhecimento de importantes estruturas lógicas para a construção do conceito de
número.
Assim,
propomos uma atividade que provoque os alunos a pensarem em estratégias para
sua resolução, procurando despertar a necessidade de construir o conceito
numérico como ferramenta útil nas necessidades reais.
A
utilização da atividade lúdica tem como
objetivo segundo o próprio Guia do Professor do Objeto, alcançar as seguintes
metas: Colocar o aluno frente a
situações-problema que estimulem a utilização das estruturas lógicas abaixo:
1.
Correspondência biunívoca: base fundamental para a contagem, no qual a criança
deve entender que, para se contar corretamente os objetos de alguma coleção,
ela deve computar apenas uma vez cada objeto;
2. Ordenação: compreender a importância
de ordenar para evitar a repetição e também não deixar de contar nenhum objeto.
3. Inclusão de classes: entender que
cada número contado inclui seus antecessores, ou seja, último objeto contado é
o número de objetos do conjunto. Os números não existem de forma isolada.
4.
Conservação de número: o aluno depois de contar um conjunto, não subtraindo ou adicionando
algum elemento a este, deve conservar a quantidade inicial de elementos mesmo
que a sua disposição se alterem.
5. Relacionar
conjuntos: fazer com que as crianças coloquem todos os tipos de objetos em
todas as espécies de relações.
Antes de usar o OA
sugere-se o início das atividades de forma lúdica, trabalhando a construção da ideia
de número dentro da sala de aula, realizando-a com o concreto. Além disso, o
aluno pode ser introduzido no contexto em que o OA foi desenvolvido, pode ser
questionado sobre quais deles conhecem uma fazenda e, a partir desta atividade,
a professora como mediadora da aprendizagem formaliza e relata sobre o que há
de interessante neste contexto. Este trabalho propicia aos alunos uma
familiarização com uma fazenda de acordo com suas vivências, permitindo o
levantamento de questões do próprio cotidiano desses alunos que podem ser
discutidas com o grupo.
Ao abrir o OA, aparece uma tela com o mapa geral da fazenda.
Nesta tela o aluno visualizará todos os ambientes da fazenda, cada um deles
possui uma atividade diferente, o aluno pode escolher aleatoriamente o local que
desejar explorar, clicando sobre o desenho no mapa.
Figura 1: Animação inicial
![]() |
Figura 2: Ambiente da fazenda |
Figura 3 e 4
Curral (associação um a um)
Figura
5 e 6
Esconde-Esconde
no galinheiro (associação um a um)
Figura 7 e 8
Separando os animais (inclusão de classe e noção de conjunto)

Figura 9 e 10
Onde estão os animais? (desenvolvendo o pensamento lógico e numérico por meio do jogo da memória)
Figura 11 e 12
Contando os animais ( conceitos de correspondência biunívoca e ordenação)

Figura 13 e 14
Colhendo frutas (correspondência entre conjunto ou objetos com características comuns)


Figura 15 e 16
Ordenando as frutas (ordenação)
É
muito importante a utilização de jogos nas atividades dos alunos com e sem
deficiência, Vygotsky estabelece uma relação estreita entre o jogo e
aprendizagem, atribuindo-lhe uma grande importância para o desenvolvimento
cognitivo resultante da interação entre a criança e as pessoas com quem mantém contatos. O jogo e o brincar fazem
parte do ser humano em toda e qualquer idade, são fundamentais para o desenvolvimento,
pois estimula construção de conhecimento através de aprendizagem significativa.
Estes permitem ao aluno criar e
construir sua forma de aprender, desenvolvendo a capacidade de observação,
comparação e atenção. Além destes aspectos o jogo permite a elaboração de
estruturas como classificação, ordenação, estruturação, resolução de problemas
e estratégias de leitura e escrita.
REFERÊNCIA:
Fonte: Banco
Internacional de Objetos Educacionais (BIOE) Disponível em: http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/15134
Guia do
Professor - Fazenda Rived. Rede
Internacional Virtual de Educação (RIVED). Disponível em:
Werner, H.M.L. O Processo da Construção do Número, O Lúdico e TIC’s como Recursos
Metodológicos para Criança com Deficiência Intelectual. Paranguá Paraná,
2008.
domingo, 1 de setembro de 2013
Recurso de alta tecnologia utilizado na CAA
O vocalizador GoTalk
é um gravador de voz e necessita acesso direto em suas teclas.
Os vocalizadores são recursos sofisticados e
contém pranchas de comunicação com voz e
que ajudam a comunicação das pessoas em seu dia a dia. Através de um
vocalizador, o usuário manifesta seus pensamentos, sentimentos e desejos,
escolhendo uma tecla do equipamento que, quando selecionada, emite uma voz que
expressa a mensagem escolhida. Sobre as teclas são colocadas imagens (fotos,
símbolos, figuras) ou palavras, que correspondem ao conteúdo sonoro gravado, ou
texto que será transformado em voz sintetizada.
A escolha do símbolo a ser falado poderá ser
feita pelo usuário de forma direta ou indireta. Na forma direta o usuário do
vocalizador deverá levar uma parte do corpo, como o dedo ou cotovelo, ou uma
ponteira colocada na mão, boca ou cabeça; sobre a tecla que contém a mensagem
que deseja expressar e que contém a mensagem que deseja expressar e, ao teclar,
a mensagem é ouvida por todos.
Algumas pessoas não possuem a habilidade
motora de tocar com precisão em uma única tecla do vocalizador e então poderão optar
pela seleção indireta. Nesse caso, um sinal luminoso ou auditivo percorrerá
cada uma das teclas e o usuário fará a seleção da mensagem que deseja
expressar, quando esse sinal estiver sobre a tecla correspondente. Esta forma
de seleção é também chamada de sistema de varredura automática.
Quando o símbolo ou palavra estiver
selecionado pela varredura, sua ativação (transformação em voz) é feita por
acionadores, que são chaves colocadas em qualquer parte do corpo, onde o
usuário possui algum controle ativo de movimento. O acionador pode ser ativado
com pressão ( tocar a mão, o pé, a cabeça, tração (puxar o braço), sopro,
piscar etc.
domingo, 4 de agosto de 2013
Papel do professor, Estudo de caso e Plano do AEE
O
professor do AEE tem um papel significativo na escola e no acompanhamento do
aluno na sala RM, o mesmo promove a educação inclusiva, oferecendo o
Atendimento Educacional Especializado aos alunos, público-alvo da educação
especial (alunos com deficiência, transtorno globais do desenvolvimento, altas
habilidades/superdotação) viabilizando o acesso e a permanência do aluno com
deficiência na escola. O professor do AEE oportunizara reuniões, encontros,
orientações, sugestões, questionamentos e abordagem de fatos reais e incentivos
a comunidade escolar, com o intuito de sensibilizar para o desafio de acolher,
e com isto apoiem e contribuam com a inclusão.
É
um facilitador da integração do aluno, pois apoia e dá suporte necessário para
os alunos e os professores. Orienta os
professores sobre como realizar um bom trabalho utilizando estratégias que permitam
o desenvolvimento das habilidades e potencialidades dos educandos e sua
inclusão em sala. No aluno procura reconhecer suas habilidades e necessidades,
assim de posse destes dados define a elaboração do plano de AEE, com o tipo de
atendimento e o material que deve
utilizar.
O
estudo de caso é um importante instrumento de trabalho para o professor do AEE.
Ao realizar o estudo de caso com entrevistas, observações, conversas, com os
professores, familiares, os alunos especiais, os colegas, enfim com a
comunidade educativa, e feita a avaliação com o aluno, além de observá-lo em
todos os espaços da escola, assim o professor do AEE passa a conhecer o aluno,
sua história de vida, pois obtém dados de diferentes tipos como também vai proporcionar a possibilidade de cruzamento de
informações que venham favorecer subsídios que confirmem as habilidades e
necessidades dos alunos. Tudo isso vem
contribuir para um bom trabalho do professor do AEE, pois facilitará a
organização de situações que favoreçam o desenvolvimento dos alunos,
estimulando o seu desenvolvimento, como também que materiais poderá
disponibilizar e/ou adaptar tendo em vista as necessidade s específica dos alunos.
O plano no AEE, contribui de maneira significativa, pois é o guia do professor, nele irá conter todas as ações que serão realizadas para desenvolver o aluno nos aspectos que lhe são peculiar , para favorecer sua inclusão na escola, ajudando-o a interagir, respeitar regras, cultivar valores, desenvolver autonomia, garantindo assim sua participação na sala o que vai contribuir para sua permanência na escola.
| Trabalhando os aspectos psicomotores (coordenação viso-motoras) |
| Aspectos cognitivos (observação e atenção) |
| Aspectos psicomotores (desenvolvimento motor amplo) |
| Aspectos cognitivos (percepção e concentração) |
| Aspectos Psicomotores (coordenação manual digital) |
| Aspectos Psicomotores (coordenação manual digital) |
| Aspectos cognitivos (Classificação) |
sábado, 25 de maio de 2013
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